No Amazonas, a tecnologia pode ser aplicada ao Polo Industrial de Manaus, conservação da floresta e formação de capital humano
A Inteligência Artificial precisa deixar de ser somente uma inovação tecnológica para se tornar possibilidade de desenvolvimento econômico, competitividade industrial e sustentabilidade para a Amazônia. No Amazonas, o uso da IA pode ser um forte aliado ao Polo Industrial de Manaus (PIM), à preservação da floresta, no monitoramento ambiental, e para a formação de capital humano.
O engenheiro Marcellus Campêlo destaca o potencial da tecnologia como ferramenta estratégica para fortalecer a indústria, enfrentar desafios logísticos e climáticos, capacitar profissionais, conciliando desenvolvimento econômico com preservação ambiental.
Ex-secretário de Estado de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb) e da Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), Marcellus Campêlo diz que a IA pode ser usada pelo PIM no planejamento de demandas, controle de qualidade, manutenção preditiva, redução de desperdícios, eficiência energética e integração mais inteligente entre fornecedores e distribuidores.
Para enfrentar o desafio de combinar crescimento econômico à sustentabilidade, Campêlo defende apoio a novas frentes de bioeconomia, uso racional dos recursos naturais e criação de negócios tendo o conhecimento científico como base. Além disso, ele reforça que é preciso uma visão compartilhada entre empresas, universidades, governo, startups e sociedade em geral para definir prioridades, critérios e limites.
A tecnologia também pode ser uma grande aliada para manter a Amazônia em pé, ressalta, resolvendo inúmeros problemas ambientais. “Ela permite, por exemplo, a análise de grandes volumes de dados e de imagens para prever e entender os impactos de secas e desmatamento, ajudando a compreender e mitigar os efeitos negativos desses fenômenos”, afirma Marcellus Campêlo, que é também segundo vice-presidente do União Brasil Amazonas e membro titular do diretório da Federação União Progressista, pré-candidato a deputado estadual.
Na avaliação de Campêlo, a aplicação de IA em projetos na Amazônia traz inúmeros benefícios, como a capacidade de analisar grandes volumes de dados de forma rápida, identificar padrões ambientais e prever impactos de eventos como desmatamentos e secas.
“Além disso, a IA agiliza o tempo de análise, permitindo ações mais ágeis e apuradas para a conservação da floresta. Essa tecnologia também facilita a integração de informações de diversas fontes, aumentando a assertividade das decisões e a eficácia das estratégias de preservação”, reforça.
Foto: Caio de Biasi
