O Amazonas ocupa o terceiro lugar entre os estados brasileiros em registros de violência contra a mulher, conforme dados do Atlas da Violência 2025. Os números indicam que o estado precisa avançar em políticas públicas voltadas ao público feminino.Com experiência na aplicação de Política de Gênero em ações do estado, o ex-secretário de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb) e da Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), Marcellus Campêlo, diz que é preciso um olhar especial para as mulheres, com ações de fortalecimento da autonomia socioeconômica, de combate à violência e de ampliação e descentralização da oferta de serviços. A Política de Gênero, segundo ele, ocupa papel central, por exemplo, no Programa Social e Ambiental de Manaus e Interior (Prosamin+), que é executado pela UGPE. O programa oferece capacitação profissional para as beneficiárias, incentivo ao empreendedorismo feminino e investimento no combate à violência.“O Prosamin+ vai além das obras de saneamento básico, habitação e mobilidade urbana. O programa consolidou uma Política de Gênero estruturada, que incentiva a autonomia social e econômica das mulheres, com a titularidade das unidades habitacionais em nome delas e a oferta de cursos de qualificação profissional e incentivo ao empreendedorismo”, afirma Campêlo, que se desincompatibilizou dos cargos na Sedurb e UGPE em março deste ano, para colocar o nome à disposição da Federação União Progressista (UP), como pré-candidato a deputado estadual. Segundo vice-presidente estadual do União Brasil e membro titular da direção executiva da UP, Marcellus Campêlo ressalta que 70% do público atendido pelo Prosamin+ é formado por mulheres, a maioria mães solo, chefes de família. Por isso, reforça ele, a importância da titularidade dos imóveis em nome delas, medida que garante proteção patrimonial e permite que o bem permaneça como patrimônio da família.Campêlo ressalta, ainda, que a Política de Gênero do Prosamin+ inclui o incentivo à autonomia financeira das beneficiárias. “Isso acontece com a oferta de cursos de capacitação, oficinas de empreendedorismo e iniciativas como o Bazar das Empreendedoras, onde elas podem comercializar seus produtos, gerando renda para a família”, afirmou.Por meio do Prosamin+, a UGPE também investiu R$ 2,4 milhões em ações de prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher no estado. O investimento foi destinado à aquisição de equipamentos e insumos para fortalecer os serviços oferecidos pela Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), ampliando a rede de atendimento e proteção. Além disso, as entregas vão permitir a ampliação das ações itinerantes e garantir a realização de capacitações, campanhas educativas e atividades comunitárias.*» MORADIA E SAÚDE*Já o Amazonas Meu Lar, maior programa habitacional do estado, também coordenado pela Sedurb, garante prioridade na pontuação para mães solo, mães com filhos pequenos ou adolescentes, além das que possuem filhos com necessidades especiais. “É uma medida fundamental para, não somente garantir moradia, a tão sonhada casa própria, como também promover justiça social, dignidade e proteção às famílias em situação de maior vulnerabilidade”, pontou o ex-secretário.Durante a gestão de Marcellus Campêlo, a Sedurb e a UGPE também concluíram a construção do Centro Avançado de Prevenção do Câncer do Colo do Útero (Cepcolu), que faz parte da estrutura da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Amazonas (FCecon). Inaugurado em março de 2025, a unidade já realizou mais de 1 mil conizações, pequena cirurgia para retirar as lesões pré-malignas do colo do útero, evitando a evolução para a doença maligna. “É uma obra que me orgulho muito de ter participado, porque é de extrema importância para a saúde feminina. O câncer do colo do útero é o que mais mata mulheres no Amazonas”, destaca Marcellus Campêlo.*FOTOS*: Divulgação
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