A Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), destacou os avanços do Centro Avançado de Prevenção ao Câncer do Colo do Útero (Cepcolu), nesta terça-feira (24/03), na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), por conta do mês de prevenção ao câncer do colo do útero – Março Lilás .O diretor-presidente da FCecon, Gerson Mourão, disse que em um ano de criação, o Cepcolu é um marco na história da unidade hospitalar. “Nestes 51 anos, o Cepcolu surge como divisor de águas contra o câncer do colo útero, para conter a doença de maior incidência entre as mulheres no Amazonas”, frisou.Segundo Mourão, também é preciso implementar a vacinação em massa de meninos e meninas entre 9 e 14 anos, e que toda mulher com lesões pré-malignas no colo uterino deve ser encaminhada para tratamento no Cepcolu.AvançosEmocionada e com a voz embargada, a chefe de departamento do Cepcolu, Mônica Bandeira, informou que, até o dia 23 de março, o hospital dia já realizou 6.932 atendimentos, entre pacientes de primeira vez, retornos e pós-tratamentos, e 885 conizações – pequena cirurgia que retira as lesões pré-malignas do colo do útero, que dispensa a internação. “Estamos aqui para prestar contas, agradecer e celebrar um ano de vida do Cepcolu, e ao deputado estadual Péricles Nascimento. Ele foi imprescindível para concretização da obra e compra de equipamentos por meio das emendas parlamentares destinadas à FCecon. A conclusão do Cepcolu seria impossível sem a iniciativa do deputado. Destaco que brevemente chegaremos a mil conizações”, pontuou Bandeira.TratamentoDe acordo com Bandeira, só faz sentido a mulher fazer o preventivo, o teste de DNA do Papilomavírus humano (HPV) e a colposcopia com biópsia se tiver a garantia do tratamento das lesões pré-malignas, que podem ser detectadas por meio dos exames. Segundo ela, esse é o objetivo da existência do Cepcolu. “O impacto do Cepcolu é humanitário e econômico, pois evita ocupação de leitos hospitalares, cirurgias de alta complexidade, transfusões sanguíneas, hemodiálises, radioterapia, quimioterapia, além de mortes”, destacou Bandeira.SeguimentoApós a conização, é importante enfatizar a necessidade da mulher realizar o seguimento com preventivo e colposcopia, a cada seis meses, durante dois anos, seguindo as diretrizes do Ministério da Saúde. FOTOS: Luís Mansueto/FCecon
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