O plenário da Câmara Municipal de Manaus deliberou, na manhã desta quarta-feira (19), o projeto de lei do vereador Rosivaldo Cordovil (PSDB) que cria o Centro Municipal de Atendimento às Mães Atípicas de Manaus (CMAMAM), estrutura destinada ao acolhimento, diagnóstico precoce e apoio especializado para mães neurodivergentes e seus filhos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). O projeto prevê que o CMAMAM funcione com equipe multidisciplinar composta por médicos, psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais e outros profissionais especializados. O objetivo é centralizar serviços e oferecer acompanhamento clínico e psicossocial permanente às famílias.O texto estabelece que o Centro será responsável por oferecer atendimento clínico, terapêutico, psicológico e social de forma integrada, realizar diagnósticos precoces, promover atividades educativas, culturais e recreativas voltadas às mães atípicas, desenvolver parcerias com universidades, instituições de pesquisa e organizações sociais, além de implementar programas de capacitação e apoio às mulheres. Segundo Rosivaldo, a proposta surge para atender uma demanda crescente na cidade. “As mães atípicas carregam uma jornada silenciosa, muitas vezes solitária. Nosso compromisso é oferecer acolhimento real, estruturado e humanizado”, afirmou o vereador.O PL também determina que a Prefeitura realize campanhas de conscientização sobre maternidade atípica, visando reduzir estigmas e ampliar o acesso aos serviços especializados. Para Rosivaldo, reconhecer essas mães é fundamental. “Não estamos falando apenas de política pública. Estamos falando de dignidade, de saúde mental e de garantir condições reais para que essas mães possam viver com qualidade e apoio”, destacou.O vereador defende que o CMAMAM representa um avanço na política de inclusão de Manaus, ao criar um ambiente preparado para reduzir a sobrecarga emocional, fortalecer vínculos e ampliar redes de apoio. Rosivaldo reforça que a iniciativa preenche uma lacuna histórica. “As mães atípicas carregam uma carga emocional enorme, muitas vezes sem apoio. Este centro vai oferecer acolhimento, cuidado e dignidade para quem enfrenta uma rotina que a cidade ainda não enxerga por completo”, afirmou.Ele acrescenta que a proposta terá impacto direto na vida das famílias. “O CMAMAM será um marco na política de inclusão de Manaus. Estamos garantindo atendimento especializado, humano e de qualidade para que essas mulheres não caminhem sozinhas”, completou.
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